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Dente do siso: nascendo, furado, com buraco, dor e quando extrair

Por Dr. Irvington Duarte, Cirurgião-dentista, CRO 9224 Taguatinga DF · 22 de outubro de 2026 · Revisão clínica: Dr. Irvington Duarte, CRO 9224 Taguatinga DF, em 22 de outubro de 2026 · 14 min de leitura ·

O dente do siso é o terceiro molar, o último dente a nascer na boca, em geral entre os 17 e os 25 anos. Ele dá tanto problema porque, na maioria das pessoas, a arcada já não tem espaço quando ele chega: o siso nasce torto, pela metade ou nem sai da gengiva, e vira um ponto difícil de limpar que inflama e caria com facilidade.

Nem todo siso precisa ser extraído. Quando ele nasce na posição certa, com espaço e sem ficar preso na gengiva, pode conviver com o resto da boca pela vida inteira. O que define a conduta é o exame clínico com radiografia: o dentista avalia a posição do dente, a relação com as raízes do vizinho e o histórico de inflamações.

Quando a indicação é cirúrgica, a extração do siso em Brasília é um procedimento de rotina, feito com anestesia local no consultório, e a maioria dos pacientes retoma as atividades leves em poucos dias. O que muda de um caso para outro é a posição do dente, e é ela que define desde o tipo de dor até a complexidade da cirurgia.

Com quantos anos nasce o dente do siso?

O dente do siso nasce, em geral, entre os 17 e os 25 anos, e por isso ganhou o apelido de dente do juízo. A faixa é ampla: há pessoas em que ele aparece aos 16 e outras em que só se move depois dos 30. Também existe quem nunca tenha os quatro sisos, porque o dente simplesmente não se formou, o que é comum e não indica problema algum.

São quatro ao todo, dois em cima e dois embaixo, no fundo de cada lado da boca. Eles podem nascer em momentos diferentes: é frequente o de baixo de um lado incomodar antes do outro, ou os de cima saírem sem que a pessoa perceba enquanto os de baixo ficam presos.

Uma radiografia panorâmica, pedida por volta dos 16 ou 17 anos, já mostra se o siso existe, em que posição está se formando e se há espaço para ele. É nessa fase que o dentista consegue prever se aquele dente vai nascer bem ou se tende a ficar incluso, e planejar com calma em vez de agir só na crise de dor.

Siso nascendo dói? O que é normal sentir

Sim, o dente do siso nascendo costuma doer, mas de um jeito específico: uma pressão surda no fundo da boca, gengiva sensível ao morder e uma dor que vai e volta por alguns dias, some e reaparece semanas depois. Isso acontece porque o dente empurra a gengiva por etapas, e cada avanço inflama um pouco o tecido ao redor.

O que não é esperado de um siso nascendo bem: dor que não deixa dormir, dificuldade de abrir a boca, inchaço na bochecha, gosto ruim ou pus na região e dor que irradia para o ouvido. Esses sinais indicam que a gengiva sobre o dente infeccionou, um quadro que tem nome próprio e que vem a seguir.

Siso inflamado: o que é pericoronarite

Pericoronarite é a inflamação da gengiva que cobre um siso parcialmente nascido. Quando o dente sai pela metade, forma-se um capuz de gengiva sobre a coroa, e embaixo dele ficam presos restos de alimento e bactérias que a escova não alcança. O resultado é uma gengiva vermelha, inchada e dolorida ao redor do dente, às vezes com secreção.

É a causa mais comum de siso inflamado em adultos jovens, e costuma aparecer em ciclos: melhora sozinha por alguns dias e volta na próxima vez que comida entra no mesmo lugar. Morder o capuz de gengiva com o dente de cima, o que acontece sem querer, piora bastante o quadro.

Nos episódios mais fortes, surgem inchaço na face, dificuldade de abrir a boca (o chamado trismo), dor ao engolir, mau hálito e até febre. Nessa fase o tratamento é feito pelo dentista: limpeza da região sob o capuz, orientação de higiene e, quando necessário, medicação prescrita conforme o caso. Depois que a crise passa, avalia-se a extração, porque um siso que já inflamou uma vez tende a inflamar de novo.

Por que o dente do siso fura e caria tão fácil

O siso furado é tão comum por um motivo simples: ele fica no ponto mais difícil de limpar da boca. A escova raramente alcança a face de trás e os sulcos de um dente que está no fundo, inclinado e muitas vezes meio coberto de gengiva. O fio dental também tem dificuldade de passar entre o siso e o segundo molar quando os dois estão apertados.

Com a placa bacteriana se acumulando todos os dias e sem remoção eficiente, o esmalte vai sendo desmineralizado até ceder. É o mesmo processo da cárie em qualquer dente furado, só que acelerado pela posição. Em sisos inclinados para a frente, o buraco costuma aparecer na face que encosta no dente vizinho, e o vizinho também pode ser atingido.

Esse último ponto é o que mais preocupa o dentista: um siso com buraco muitas vezes caria também o segundo molar, que é um dente importante para a mastigação e que se quer preservar. Por isso a decisão sobre o siso furado quase sempre leva em conta o estado do vizinho, e não só o siso.

Siso furado doendo: o que a dor está dizendo

Enquanto a cárie está só no esmalte, o siso furado não dói. A dor aparece quando o buraco chega perto da polpa, o tecido com nervos e vasos dentro do dente: primeiro sensibilidade ao doce, ao gelado e ao quente, que passa em segundos; depois uma dor mais demorada e espontânea; e, se a polpa infecciona, uma dor de dente latejante que piora à noite e ao deitar.

No siso, restaurar nem sempre compensa. Se o dente está bem posicionado e a cárie é pequena, a restauração é possível. Se ele está inclinado, meio coberto de gengiva ou a cárie já atingiu a polpa, tratar o canal e restaurar um dente que vai continuar impossível de limpar costuma dar um resultado frágil: a indicação habitual é extrair.

Siso quebrado e doendo: o que fazer

Um siso quebrado geralmente já estava cariado por dentro: a parede enfraquecida cede ao morder algo duro. Fica um pedaço de dente com bordas afiadas que machuca a língua e a bochecha, e uma cavidade aberta que acumula comida e dói. Quanto mais tempo passa, maior o risco de infecção na raiz.

Até a consulta, vale escovar a área com delicadeza, evitar mastigar daquele lado e não cutucar o buraco com objetos. Não há solução caseira que resolva o problema; o que o dentista faz na consulta é avaliar se sobrou estrutura para restaurar, o que no siso é raro, ou planejar a extração do que restou.

Siso incluso e dente impactado: qual a diferença

Siso incluso é o dente que não nasceu e continua dentro do osso ou sob a gengiva depois da idade esperada. Dente impactado é o siso que tentou nascer, mas ficou preso, travado contra o segundo molar ou contra o osso, sem conseguir completar o caminho. Na prática, os dois termos são usados quase como sinônimos, e a conduta é parecida.

A posição varia: o siso pode estar vertical, inclinado para a frente (a forma mais comum), inclinado para trás ou totalmente deitado, na horizontal. Quanto mais inclinado e mais profundo, mais trabalhosa é a cirurgia e maior a pressão que ele exerce sobre a raiz do vizinho.

Um siso incluso pode ficar anos sem dar sintoma nenhum. Isso não significa que esteja tranquilo: ele pode desgastar a raiz do segundo molar, favorecer cárie e doença da gengiva na face de trás desse dente e, em casos menos frequentes, formar cistos ao redor da coroa. Por isso mesmo um dente incluso silencioso merece acompanhamento com radiografia periódica.

Precisa tirar o siso? Quando extrair e quando acompanhar

Precisa tirar o siso quando ele causa ou tende a causar dano: inflamações repetidas, cárie no próprio siso ou no vizinho, dor recorrente, posição que pressiona os outros dentes, cisto ou dificuldade de higiene que compromete a gengiva ao redor. Nesses casos, adiar costuma só tornar a cirurgia mais complexa, porque as raízes terminam de se formar e o osso fica mais denso com a idade.

Não precisa tirar o siso que nasceu inteiro, na posição correta, com o dente de cima encaixando no de baixo e que a pessoa consegue escovar bem. Também é comum acompanhar, em vez de operar, o siso totalmente incluso e profundo em pacientes mais velhos sem sintomas, quando o risco da cirurgia supera o benefício.

Situação do siso Conduta mais comum
Nascido inteiro, alinhado e fácil de limpar Acompanhar nas consultas de rotina
Parcialmente nascido, com pericoronarite Extrair depois de controlar a crise
Furado, com ou sem dor Extrair na maioria dos casos; restaurar só se estiver bem posicionado
Incluso, pressionando a raiz do vizinho Extrair, de preferência entre os 18 e os 25 anos
Incluso profundo, sem sintomas, em paciente mais velho Acompanhar com radiografias periódicas
Em quem vai usar ou já usou aparelho Avaliar com o ortodontista; muitas vezes se extrai

A idade pesa na decisão. Entre os 18 e os 25 anos, as raízes do siso ainda não terminaram de se formar e o osso é mais elástico, o que torna a extração mais simples e a recuperação mais rápida. Isso não quer dizer que depois dos 30 não se opere, apenas que o planejamento é mais cuidadoso.

Como é a cirurgia de extração do siso

A extração do siso é feita no consultório, com anestesia local, e dura em geral de 20 minutos a uma hora por dente, dependendo da posição. Pacientes muito ansiosos podem ser atendidos com sedação, combinada previamente. Antes da cirurgia, o dentista pede radiografia panorâmica e, em sisos próximos do nervo que passa dentro da mandíbula, uma tomografia para ver a relação em três dimensões.

Quando o siso já nasceu, a extração é parecida com a de qualquer outro dente: afrouxa-se o dente e ele é removido com instrumentos próprios. Quando está incluso ou impactado, é preciso abrir a gengiva, remover uma pequena porção de osso ao redor da coroa e, com frequência, dividir o dente em partes para que saia por uma abertura menor. No final, a gengiva é fechada com pontos.

Durante o procedimento, o paciente sente pressão e vibração, não dor. Se doer, basta avisar: a anestesia é complementada. Tirar os quatro sisos de uma vez é possível e comum em pacientes jovens e saudáveis, mas muitos cirurgiões preferem operar um lado por vez para que a pessoa consiga mastigar do outro durante a recuperação.

Recuperação depois de tirar o siso

A recuperação varia por caso, mas segue um padrão. O inchaço aumenta nas primeiras 48 a 72 horas e depois começa a ceder; a dor é maior no primeiro e no segundo dia e vai diminuindo; um pequeno sangramento misturado à saliva nas primeiras horas é esperado. A medicação para dor e para prevenir infecção é prescrita pelo dentista conforme o caso, e deve ser usada como orientado.

Nos primeiros dias, a orientação habitual é comer alimentos frios ou mornos e macios, não usar canudo, não bochechar com força, não fumar e evitar esforço físico. Tudo isso protege o coágulo que se forma no lugar do dente: é ele que inicia a cicatrização. Se o coágulo se perde, surge a alveolite, uma dor forte que aparece alguns dias depois da cirurgia e precisa de atendimento.

Os pontos são removidos ou se dissolvem em cerca de uma semana a dez dias. A gengiva fecha em algumas semanas e o osso preenche o espaço ao longo dos meses seguintes. O guia sobre o que esperar depois da extração do dente detalha os sinais de infecção, o que comer em cada fase e quando o quadro foge do normal.

Extração de siso em Brasília: como é o atendimento

Para quem procura extração de siso em Brasília, o caminho começa com uma consulta de avaliação com radiografia panorâmica, em que se define se o dente deve ser extraído, acompanhado ou tratado, quantos serão operados e em quantas sessões. Na Clínica OdontoLinea, em Taguatinga, a avaliação, a cirurgia e as revisões de pós-operatório acontecem no mesmo consultório, com o cirurgião que acompanha o caso do início ao fim.

Vale levar à consulta radiografias recentes, a lista de medicamentos em uso e informar condições como diabetes, problemas de coagulação ou tratamento para os ossos, porque elas mudam o planejamento. Com essas informações, dá para marcar a cirurgia em um momento em que o paciente consiga descansar nos dias seguintes.

Quando procurar o dentista

  • Dor no fundo da boca que dura mais de dois ou três dias ou que atrapalha o sono.
  • Gengiva inchada sobre o siso com gosto ruim, mau hálito ou saída de pus.
  • Dificuldade de abrir a boca ou de engolir, inchaço na bochecha ou febre.
  • Buraco visível no siso, pedaço do dente que quebrou ou comida que prende sempre no mesmo lugar.
  • Dor no siso que irradia para o ouvido, a têmpora ou o pescoço.
  • Depois da cirurgia: dor forte que piora a partir do terceiro dia, sangramento que não para, febre ou dormência no lábio que persiste.

Mesmo sem nenhum desses sinais, quem tem entre 16 e 25 anos e nunca fez uma radiografia panorâmica deve pedir uma na consulta de rotina. Descobrir a posição do siso antes de ele dar problema é o que permite escolher o melhor momento para agir.

Perguntas frequentes

Siso nascendo pode entortar os dentes da frente?

A ligação direta é discutida, porque os dentes da frente podem se mover com a idade mesmo em quem não tem siso. Ainda assim, um siso impactado que pressiona o segundo molar transmite essa força para a arcada. Em quem usou aparelho, o ortodontista costuma recomendar a extração para proteger o resultado.

Dá para o siso nascer depois dos 30 anos?

Dá, embora seja menos comum. Alguns sisos ficam parados por anos e se movem mais tarde, em geral quando um dente vizinho é perdido e abre espaço. A extração nessa fase é possível, mas o osso mais denso e as raízes completas pedem um planejamento mais cuidadoso.

Quanto tempo dura a dor do siso nascendo?

Cada episódio costuma durar de dois a cinco dias e some quando a gengiva se acomoda. Se a dor passar de uma semana, vier com inchaço ou dificuldade de abrir a boca, não é mais só o dente nascendo: é inflamação, e precisa de avaliação.

Siso furado pode ser restaurado em vez de extraído?

Pode, se o siso nasceu inteiro, está alinhado, a cárie é pequena e dá para manter o dente limpo depois. Quando o dente está inclinado ou parcialmente coberto de gengiva, a restauração tende a falhar e a extração é a opção mais segura.

A extração do siso dói?

Durante a cirurgia, com a anestesia local, o que se sente é pressão, não dor. No pós-operatório há desconforto e inchaço nos primeiros dias, controlados com a medicação prescrita e os cuidados orientados. A maioria das pessoas descreve a recuperação como mais tranquila do que imaginava.

Posso tirar os quatro sisos de uma vez?

Em pacientes jovens e saudáveis, sim, é um procedimento comum e reduz o número de recuperações. A desvantagem é mastigar com dificuldade por alguns dias. A escolha entre uma ou duas sessões depende da complexidade de cada dente e é definida na avaliação.

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Dr. Irvington Duarte
Escrito por Dr. Irvington Duarte Cirurgião-dentista, CRO 9224 Taguatinga DF

Dr. Irvington Duarte, cirurgião-dentista (CRO 9224 Taguatinga DF), especialista em implantes dentários com 13+ anos de experiência em Ortodontia, Cirurgia Oral Menor e Estética Oral. Atende na OdontoLinea, em Taguatinga Centro.

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